Azimute de mim a meu pai

Azimute de mim a meu pai

 

Volto meus olhos a esta rotunda

Apoiada naquela coluna de granito

Vendo o céu infinito

Noite límpida

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Lua de água marinha

Rasgo o peito, como se fosse uma folha
de um caderno onde anoto à pena
palavras como lavras da terra.

Neste romper um ninhal de andorinhas de origami
voam libertadas das gaiolas e marolas.

Repousam neste lençol de constelações de pérolas
em lua de pedra água marinha tremulando ondas inexistentes.

Desse buraco no peito
surgem pipas coloridas subindo ao vento.
Ouço o respingar do pensamento
a respirar do suposto ar puro.
Escapa um rebanho todo de ovelhas brancas
a saltar o muro
das ilusões ,
ganha campo e se espalha a divertir
os olhares gentis de tantos que não
vi.
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