Mágico Damião

“Respeitável público;

tenho a honra de apresentar,

o inestimável,

Mágico Damião”

 

Para toda manhã vazia,

há sempre uma ventania e

Aquele despertar.

E vem aquele Damião,

todo de fraque,

falta a cartola,

sobra coração.

Não é pelo café,

mas pela mão no meu ombro.

Não é pela fé,

mas pelo que tira do escombro.

 

Mágico Damião,

café com açúcar da sua voz,

e luz de lampião.

Rosto moreno,

sorriso de menino,

misto meiguice

e meninice,

espontâneo e raro.

 

Quando penso em dizer obrigado,

já se foi, feito uma mágica.

Na minha mente,

ressoam os aplausos.

 

 

Mágico Damião,

sem varinha,

nem capa,

como você pode então

evaporar minha solidão?

Dissipar minhas angústias?

Evaporar um cantinho de lágrima?

 

Mágico Damião,

como você pode,

apenas com sua mão,

me fazer sentir gente?

Me trazer um sorriso,

sem nem saber as minhas dores?

 

Mágico Damião,

de todos os amigos,

você foi aquele que eu não esperava,

não imaginava,

senão uma grande alegria,

por aquele café,

cheio de coração.

 

Então, todos meus “obrigados”,

são poucos demais,

para você saber

quão grande

é sua alma.

 

 

Mara Romaro

 

Verso da Folha                                 Mágico Damião

10/05/2006 23H.

Texto para meu amigo Damião, mestre do café quando trabalhava na Rua Verbo Divino. Café servido por uma pessoa especial e digna, que trazia aroma de ternura para meus dias. Eu sorrateiramente ia à copa roubar sempre sua simpatia e deixava secretamente um bombom. Saudade de gente assim humana de verdade.

 

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