Uma viagem inesperada nas Serras Verdes de Minas

Um dia comum. Apenas reunimos umas poucas coisas à nossa pressa. Nosso compromisso era às 20:45.

Arrumei as coisas da gatinha para ela ficar abrigada. Tempestade já era vista ao norte.

Tomamos pé da estrada. Era a estradinha de chegada em casa, que por tantos anos trilhei. Neste dia de calor de novembro com os vidros do carro emprestado abertos, e os cabelos jogando e flutuando.

Estamos bem, vamos fazer uma ida tranquila e antes, lá pelas 7 estaremos por lá.

Já fazem 2 anos que não viajamos. Olha e num é mesmo?! Ele me respondeu animado.

Era nesse trevo? Já não sei, eu disse.

Muito carro, nossa.

Mas logo após Bragança a brisa do convite da chuva começou a inspirar.

A paisagem verde, já meio invadida com este estilo SP de ser, mas fomos divagando alegremente e sorvendo como um drink saboroso nossa pequena viagem ao Sul de Minas.

Lembrava das nossas piadas a distrair nossos filhos, indo a Socorro, indo a Lindóia. Tantos anos assim? Puxa, ficávamos brincando de bolar nome de Miss. Miss Java, Miss Tuquentch , Miss Tério, Miss Janela…

Quando passo por Socorro sempre olhamos o Rio das Pedras lembrando de passeios de anos atrás.

Mas estrada Caminho das Serras verdes tem sido um caminho que sempre passamos em ocasiões interessantes. Sempre nos calamos a olhar o mato exuberante e o receio de ver acabar essa paisagem pela intromissão humana.

Ontem, especialmente o fim de um dia de calor, o céu ficou branco pálido, como uma maquiagem de palhaço, sem vestígio de onde começa uma nuvem e onde termina o relâmpago. O chão molhado mostrava nosso caminho contornava a tempestade, respingos manchavam o vidro, e o cheiro de orvalho, mato úmido, aquele mato rasteiro escalando árvores grandes retorcidas de seu destino, cerca de sítios.

Nossas conversas eram das paisagens, do camping que fizemos, do tanto de cachoeiras vestidas nessa mata, escondidas em seus segredos e perigos.

Lembra que quase caí? Pois acho muito perigosas. Verdade. Mas eu gostaria de morar assim, nesse verde circundante.

Por aqui não tem como ganhar a vida. É, tem que recomeçar e fazer outra coisa.

Olha, que lindo aqueles chalés, estão ficando prontos! Vamos chegar com luz ainda?

No lusco-fusco, mãe.  Meu marido me chama de mãe desde o nascimento de Giovanna.

Mais adiante tem um bosque tem enormes eucaliptos, araucárias se escondem em seu tamanho. Enormes cascas do tronco, palhas e folhas atapetaram a estrada. Choveu forte aqui.

Olha. Sente.

O quê?

Este aroma de eucalipto. Fiquei com o vidro aberto, vento batendo com gotas da chuva no meu rosto direito e eu respirando fundo, fundo, fundo de olhos semi-abertos.

Recordações de spray embebidas em licor.

Vamos cheirar os eucaliptos, Mara! Vamos que ajuda sua tosse. Ela me levava de kombi, eu envolvia meu braço esquerdo no seu pescoço e ficava de pé no banco da frente. Corria aquela estrada no final da av. Juca Peçanha, no túnel de eucaliptos. Ela falava para eu pegar cascas e folhas do eucalipto e cheirar. Eu tinha coqueluche, foi um longo tempo de ter acessos de tosse e não me lembro de lembrar isso tão bem como agora.

Eu comecei a tossir e expectorei.  Bem! Você não imagina como o aroma do eucalipto in natura é poderoso. Olha só de sentir já eliminei essa coisa de falta de ar de todo dia.

Parece que tem uma resina no caule, que concede esse cheiro.

Verdade, bem. Disse meu marido.

Olha, me lembrei da minha mãe, ela me levava aos eucaliptos todo dia quando eu tive coqueluche. Sorri triste de saudade e inspirei profundamente.

A chuva apertou. Olha, temos que passar qualquer dia nesse alambique. Olha só esse lugarzinho simpático de pizza na pedra. Parece com o camping da Pedra Grande, não te lembra?

Lembra, sim. Ele sorriu.

(12/11/15 14:00 a 14:30 – viagem a Inconfidentes 2015)

 

Adiante uma subida, na curva uma cerca com porteira de madeira acinzentada, recortando o verde intenso, um cavalo branco olhando bem de frente.

Olha que bonito. Pena que não dá para parar aqui e fotografar…

Falamos praticamente juntos a mesma coisa.

Uma pintura.

Brasil lindo que não temos podido ir ver.

Enquanto ele se lamentava de não poder ir viajar.

Olha, todo dia temos que ver o que a oportunidade nos concede. Tem sempre algo. Tente ver.

Vento fresco e chuva no vidro. Céu cinza quase branco. Ar límpido que deu impressionismo ao verde, às tantas pedras ao redor.

Uma placa de madeira pintada dizia: Café Gourmet.

Comentei: invasão São Paulo nesse paraíso. Venho aqui em busca da coxinha do Nenê, do Sossego, doce de leite da fazenda, de hábitos antigos e mais comunitários. Sorrisos e conversa fiada sem receio. São pessoas cansadas da vida de plástico e daquela merda toda que vem tentar uma vida diferente.

Bueno. Olha que vida pacata. Estou tão cansada da invasão paulistana em Atibaia, e como estão estragando a cidade com prédios horrorosos, poluição e sujeira.

Calma, para vir morar por aqui, tem que ter um ganha-pão.

Fiquei absorta, pensando na tarde que tive, olhando as casas sumirem e outra estrada de sonhos circundar com árvores minha vida. Deixando a chuva que chore minhas lágrimas. Enquanto me arrumava em casa, parei a rezar por um tanto de tempo. Pessoas. Vida. Problemas…

Um café seria bem vindo.

Olha o sorriso e as conversas dessas pessoas. Olha dentro das suas rugas, há uma calma e aquele jeitim tão simpático de falar.

Eu sei, mãe. Vamos passar na volta e dar umas paradas. Dessa vez quero levar doces. Olha tem fábrica de chocolate!

Cuidado com essa descida de serra. Engate a marcha, por favor.

Estou devagar, bem.

Engate, por favor.

Está vendo o vale de Inconfidentes ai? Estou.

Olhei ao longe, com o olhar envolvido em emoção. Lembrava das vitórias e todos os obstáculos da Suh.

Parece que foi ontem.

Parece que uma noite outro dia, nós sozinhos nos embaraçamos feito nó cego em nossos próprios braços, nos perdendo de nossos pensamentos nos nossos momentos.

Eu lembrava olhando as cercas caprichosamente pintadas de branco em cima, cavalos e vaquinhas debruçadas sobre o pasto molhado da generosa chuva.

Frescor de cidade de interior.

Frescor de amor de pétalas feitas de doces caseiros. Marzipam de cerejas. Doce com sabor de amaretto.

Um silêncio em nossa chegada à entrada de coqueiros enormes, deixados crescer em liberdade.

Um brilho de noite no nosso olhar.

Rodamos ruas até encontrar a casinha.

Pegou a levar para sua apresentação de trabalho no Instituto, na Fazenda.

Eu esperei ele me buscar e ao dar ré, um monte de lama se respingou e foi arremessada contra mim, de cima em baixo.

Mas, corri limpar com pano úmido, agitando rapidamente e limpando cada pelote de terra.

Foi engraçado. Eu fiquei calma e sabia, não tem o que fazer.

Entrei no carro, ele : Me desculpe!! Eu disse, imagine se fosse o contrário o que você faria?

Calma. A vida tem imposto a nós tanta coisa, não são respingos de lama que me farão ficar irritada. Vamos lá.

Tudo ótimo. Tudo bem. Tudo em ordem.  9,7 dá para deixar cada um de nós bem felizes.

Tem que aplaudir mesmo.

Não paramos por aí. A Vida tem novo ato da peça de teatro. E não adianta. As verdades vem, os sonhos que sonhamos não nos permitem fugir tanto assim.

Naquele cafofo mineirim de Suzana, preparando para dormir.

O colchão inflável está ali.

Ele estende sobre o chão e começa a encher.

Estamos cansados, foi um dia intenso. Meu pé dói, ele disse.

Eu estou com falta de ar. Preciso da bombinha.

Ele encheu.

Eu me deitei no colchão e só avisei:- parece que está furado.

A Suh só fez cara de ai meu Deus!

Calma, enche melhor, colemos com chicletes!! Hahahaha.

Deitamos e falei: Para homem! Vai esvaziar antes da 1h da manhã assim.

Estou me ajeitando. Ai que calor.

Não estou com calor.

Como não?

Não.

Esvaziando.

Pega aquele colchão solteiro ali e coloca por baixo.

Tá faltando ar.

Então pega a bombinha.

Suh riu.

Como é que vamos fazer.

Está nervoso, vai pescar. Falei.

Sim, já estou no bote furado, e tssss esvaziando.

Então deite e boie.

Risos. Dormimos.

Gente que dor nas costas. Hora de levantar.

Desliga esse despertador.

A Suh já saiu, vamos passar na cidade comprar doce de leite.

Preciso de um café com leite.

Tudo pronto? Pegou tudo? Então tranque e deixo a chave com Seu João.

Beleza, o dia está bom.

Vai chover?

Ainda não.

Aquele voizeirão: Bom dia, do meu marido, as pessoas não negam responder tanto quanto para a minha. Mas em Minas, tem disso não.

Pessoal toma fresca, tem um dedo de prosa e não se amedronta de se perguntar nada.

Vou parar na padaria. É ali. O que você quer?

Polvilho!! Isso está ótimo. Ah vou parar ali. Olha o crochê das árvores. Eles forraram. Meu marido já foi perguntando a uma senhora. Que bonito nas árvores, como fizeram para forrar de crochê?

Eles colaram as peças em tudo.

Mãe, tira uma foto lá. Eu disse, quero entrar na igreja. Estivemos aqui na matrícula, agora quero agradecer.

Sim, eu também.

Tirei a foto, ele comeu seu quiche de queijo minas, eu tirei uma migalha do canto de sua boca. Entramos na igreja.

Eu fico abismada com o trabalho em granito, que esta igreja é moderna, esta cidade é uma criança ainda. Veja meu bem, que bonito é o Santíssimo. Ele tem bancos em volta para adoração. Não perturbe, há um senhor rezando lá. Vou lá fazer minha última oração prá gente ir de volta prá casa.

Meu joelho doeu de ficar rezando. Ah, meu filho, meu também. Pensa o quê.

Fomos saindo de mão dada, um cão vira-lata mancava. Poucos carros passando.

Ar depois de chuva.

Vamos sair do sufoco da vida, tenho certeza de que sua sorte mudou e apesar dos meus problemas pendentes, a vida vai rumar como o rio a encontrar um pouco mais de ar.

Será?

Sim, tenho certeza.

Olha o verde de hoje! Está iluminado.

Doce de leite? Sim, é só ter dinheiro no bolso que evapora.

Pelo menos uma vez.

Sabe que já são dois anos de moto?

Todo esse tempo sem poder ir por aí.

Ele responde em números: 21 mil quilômetros.

Passamos na estrada, um homem capinava o sítio, eu disse, até ele usa moto por aqui.

Quero parar prá comprar cachaça. ´

Sim, não vai saindo degustando todas. Ficamos rindo. É bem mais prá frente. Não, eu acho que é aqui perto, mãe. Claro que não. Prá lá do Sossego e das cachoeiras.

Passamos um caminhãozinho cheio de latões de leite na carroceria.

Olha que interessante, o cara está levando a produção de leite dele. Lembra das carrocinhas de leite? A gente deixava os cascos de vidro na porta da casa, o leiteiro recolhia e deixava novas garrafas de leite com uma tampinha de alumínio. Você se lembra das carrocinhas do leiteiro? Eram azul ou branca? Acho que era branca.

Atibaia era tão legal na nossa infância. Agora está essa coisa.

Cuidado essas curvas. Oxi, eu sei! Estou devagar.

Eu queria respirar todo aquele verde e guardar todo ele sob efeito de esperança em mim.

Para que todos meus desafios, desafinos, desatinos se diluíssem.

Se eu estender minha mão posso tocar a árvore.

Passamos o cemitério – tério –tério , sorri, agora logo ali tem o camping.

Imagine a chuva forte de ontem que terá feito às cachoeiras…

Nossa. Num é?

Pois é.

Na curva uma porteira com galões para leite estavam no chão à espera do leiteiro, acho eu.

E esse monte de cafezais. Cafezais e bananeiras…

Imagine, você compra um pedacinho de chão de sonho, planta, cuida, casinha branca com detalhes azuis em estilo colonial, seu cão de estimação companheiro da vida, suas crianças descalças, o gado no curral, as hortaliças, sua terra carcomida do seu suor de trabalho, vida inteira, famílias inteiras que viveram ali e daí vem uma barreira rompida e o lamaçal acaba com tudo. O leite da vida inteira jogado fora, as pessoas perdidas e tudo perdido.

Imagina isso, aqui esta bacia que leva todos esses riachos à Socorro, uma enorme bacia. Imagina o que foi o que aconteceu por lá em Mariana.

Coisa horrível.

Devia ser lindo como isso tudo aqui. Lugar que gostaríamos de vir para viver. Imagine se…

Tudo lama.

Calamos por tempo. Até a placa de Aqui Café! Compre nosso café à 100 metros.

Vamos ver? Vamos comprar café? Vamos!!!

Estradinha era terra de pedriscos, todos eles estralando sob a roda do carro. Som que me interrompe qualquer coisa na cabeça.

Uma quietude. Um caminhão que era carregado de sacas de café em grão.

Homens entravam e saíam de um paiol, um galpão grande onde uma máquina despejava os grãos do café sobre uma outra máquina ensacadora.

Foi logo perguntando: Aqui é que vende café? Café torrado e moído? Eu queria comprar para levar para casa um pacote.

Opa! Sim. O dono saiu, mas vou ali pegar a chave.

Para onde vai todo café, vocês produzem tudo aqui?

É sim. Sei não Senhor.

Aqui está, 5 reais. Está ótimo. Ainda quero passar na cachaça Galo Branco.

Os homens riram maliciosamente, suados e barbas por fazer. Olhos de trabalho. Trabalho duro.

Os cafezais se deitavam dali aos olhos se perderem.

Olhei o vale. Perdi a vista e os pedriscos cantavam tristemente enquanto íamos embora.

Dali as curvas em sol, às vezes o tempo se fechava.

Só o verde que não parava de rir.

Ah, os mesmos eucaliptos, acabando a descida estamos antes de Socorro, você vai ver.

Eu acho que já passamos.

Claro que não.

Esse lado de cá, nesses vilarejos, já tem um crescimento desordenado. Não acha?

Estamos perto de sair de Minas. Pode dizer que comprou o café de Minas à 300 metros do estado de São Paulo.

Rindo, eu me pus a dizer, mas é desta terra. Se não é café com aroma, não importa. É daqui deste cafezal lindo. Bem daqui. De onde você viu onde é plantado.

A descida acabou, ele , na curva: Quero parar e almoçar ali.

Mas, fio, acabou de comer um quiche e quer almoçar? Oloko.

É , sempre quis.

Desse jeito vai ficar sem a cachaça.

Pensando melhor, vamos no alambique.

Então tá.

Ali está. Ó i ó. Galo branco. Tinha uma placa de madeira pintada. Mas logo fui vendo um bando de galinhas pretas correndo lá por dentro do portal.

Galo Branco, mas galinha preta! Hahahahahahahahaha

Paramos, não tinha vivalma.

Ô de casa!

Uma plaquinha acima da loja improvisada dizia: Aqui tá bão, agora que o cê chegô fico mió!

Olha tem galo branco ali sim.

Apareceu um trator rebocando um arado grande. O meu marido foi logo falando Bom dia, bem alto, como já é de costume.

Queria ver sua cachaça.

O camarada parou, desceu do trator, com suas botas de borracha branca se aproximou enxugando o suor da testa com o antebraço.

Meu marido já puxando papo de longa data… Esse aqui é canário do reino? Num sei não.

Faz tempo que a gente passa é nunca para aqui. Hoje tinha que levar uma cachaça.

Tem essa branquinha, essa envelhecida, aquelas lá com aroma de frutas.

Quanto essa envelhecida? Experimentando com olhos saborosos.

Trinta. Essa é a pinga premiada, ganhou 3º lugar nas melhores de São Paulo.

Posso experimentar? Eu disse assim que ele me olhou a pedir permissão.

Hummm. Muito boa. Se você não comprar eu compro.

Vou levar, disse meu marido.

E fomos embora com a pinga envelhecida das tantas vezes que não paramos, mas hoje pode ser a última vez que passamos ali.

Hoje ou nunca. Quem sabe…

Nessa altura, o rio das pedras já cortava o caminho.

Trânsito já estava mais intenso.

Parque da CPFL, eu vi a placa, disse ao Henrique, olha, eu vinha aqui em Socorro num lugar onde tinha usina velha, o rio era manso e límpido.

A gente entrava a nadar no rio, batia na cintura mais ou menos. Tinha um bosque lindo perto da usina. Eu me lembro de vir aqui, não sei se é nesse parque. Só pode ser.

Queria um dia voltar, mas acho que o lugar deve estar irreconhecível.

Eu nadei nesse rio, poucas vezes fiz isso na vida.

O bosque tinha cascos das árvores caídos, folhas de todo tipo de cor, que formava um tapete volumoso assim (mostrei com as mãos) de folhas secas. Nada me marcou como cenário de outono como esse bosque de folhas secas. Acho que isso me fez andar por ele, ver as folhas de todas as cores de marrons, ocre, bege, verde escuro, verde claro, esqueletos de folhas secas.

“Folhas secas. Desejos de paz e amizade, na caminhada de solidão”.

Era lindo aqui, terminei assim dizendo.

Sabe, mãe, que uma vez eu nadei no rio Atibaia?

Sério?!

Sim, meu avô Cassio tinha uma draga de areia, juntou meus tios, eu e ficamos em boias de câmara de pneu de caminhão no rio.

Nossa! Que coisa incrível. Em que lugar?

Não sei também.

Assim, fomos passando os quilômetros e chegando em nossa casa.

Caixas da Suzana para carregar, a gata para abraçar, roupa para trocar e todas essas coisas de cotidiano que devemos guardar para lembrar um dia que fomos passear.

 

Mara

(12/11/15 16:54 Música: Mumford and Sons – álbum Wilder Mind)

Memórias para quando eu esquecer

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