Tudo ficará bem

I – Hora Cheia

 

Badala almoço às onze horas

Cheios de tudo em todo nada

Mesma limonada

Falas desencontradas uníssonas

 

Devassa os conhecimentos às duas horas

Tantas dádivas de um sol que não é para todos

Bringadeiras e Bricas de todas as senhoras

Peso dos dias das dores das nove horas

 

O que era cheio

Entre dentes, entre linhas, entre vidas

Das mãos esvaiu-se tudo do mesmo jeito

 

Cheios de saudades vagas

Preenchido dos senãos

Esvaziou-se carinho desta desunião

 

 

 

II – Hora Vazia

 

Não era sabido de tantos saberes

Que atrasado relógio

nunca se percebeu encanto

e das dores profundas empurradas aos cantos

 

No passar dos dias frios de verões esquecidos

As horas vazias, sempre vazias em um buraco

Feito um tatu, a dor me sepultava em um fosso

Onde o ‘positivismo’  era a solidão mais nefasta

 

Hora vazia, sem céu, sem nada

Despertava o medo do tudo e do nada

Verdade é tudo cheio de nada

 

Hora vazia, a fome, o medo

À luz uma lembrança possível

Que a dor está em todas as horas no amor impossível

 

 

III – Hora Parada

 

Relógio quebrado impede meus passos

Irmãos longe de abraços

Parados nos horizontes de cada eu

Óbvio obmutesco dos momentos seus

 

Hora parada, na cachoeira, impulsiva do tempo

Entre margens, correntezas, ilusões, abismos meus

Badala hora cheia

Vazia no copo, parada no espaço

 

Onde podemos fluir um agora (?)

Lembrando, sol não é para todos

Principalmente de ninguém

 

Onde podemos fugir afora (?)

Lembrando que não temos nos ouvido(s)

Tanta coisa, tantas sete quedas, Iguaçú, e nós só temos ruídos

 

IV – Hora Decorrida

 

Muitos momentos foram cicatrizes

Vejo as suas, vejo as minhas

Dor nunca deixou minhas matizes

Nos ontens eu esperava mais do que sinas

 

Não sei se mente, corpo ou alma

Nesta corrida sempre me pareço perdida

As ferramentas e as pragas nunca foram definidas

O certo, a razão jamais definiram minha linha da palma

 

Tempo decorrido, tempo aprendido

Todos vocês tem xícaras para o café que farei

Tempo perdido nas mãos tanto o sofrido

 

Meu viver se ilumina além das contas vencidas

Cansaço abraço seus braços

no tempo passado sempre estaremos envoltos no nosso mormaço

 

Mara Romaro

Verso da Folha

Domingo, 12/02/2017 22H. Mezanino.

 

Cartas Proibidas – Aos meus irmãos.

Falo da família, da disposição, da soberba, da falta de oportunidade de vida, de um poço negro, fundo, fétido não tenho como saber, no qual de repente me encontro, me desvencilho, novamente ele está à minha frente. Falo do mutismo que me acomete, dos abismos. Todo tempo sou eu, todo tempo são vocês todos, os dizeres são vice-versa.  Falo da surdez e do Mansplaining ocorrido por uma hierarquia de data de nascimento que inexiste.

Afirmo que as dores que são antigas, podem ser muitas coisas, são confusas, tem marcas profundas, nada a ver com esposo, filhos, trabalho, desemprego, frustrações, mas se misturam em todos aspectos e a incógnita dos conteúdos espirituais, seus mistérios corrosivos.

Não há desvendar, não há ‘cura’, não há certezas, não há diagnósticos e fica bastante a ignorância.

Há que se fazer esforço imenso para reparar a aura clara da união familiar que já tivemos. Depende de todos. E não podemos fazer de conta que não existiram os que já se foram.

A filosofia de merda do Positivismo, aquela que é excludente, transforma as pessoas em alergia, toxina; provoca escárnio das fragilidades. Ignora a lei universal do equilíbrio energético. Isola. Enterra pessoas vivas.

Matiz – Em colorimetria, matiz é uma das três propriedades da cor que nos permite classificar e distinguir uma cor de outra através de termos como vermelho, verde, azul, etc. As outras duas propriedades são a saturação e a luminosidade podendo esta última ser entendida ainda como reflectância ou transmitância.

Matizes numericamente ordenados num espaço de cor HSL / HSV

Matiz também é uma das três dimensões em alguns modelos de cor junto com saturação e luminosidade às quais, às vezes, se junta uma outra dimensão, para emular um outro atributo, a transparência.

Já na teoria das cores, matiz se refere à cor “pura”, sem adição de branco ou preto. No círculo de cores desta teoria, o matiz é um elemento posicionado no círculo mais externo cuja cor se torna mais branco na medida em que se aproxima do centro. O matiz também permanece inalterado ao se adicionar sua cor complementar (ou oposta), quando então o matiz se esmaece até se tornar gradualmente cinza.

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