Intrínseca

Intrínseca

Intrínseca lâmina

sob o fio seco

da navalha.

Insípido olhar

do não e nunca.

Gumes que insinuam

na adaga

a faca

que crava cega

no meu pulmão.

Sem adejar

Sem arfar

a dor alada

erige sobre ágora

nefasta dor

da adagonia

de seu desacordar,

fendem-se as costas

e florescem asas.

Intrínseca dor

de esmorecer no esquecimento.

Incisivo como intensivo.

Letal de metal.

Teu punhal me

feriu lentamente

penetrante na vida e tempo

como a têmpera que

te concedeu tamanha

dureza feito coração de

Diorito.

Sem infinita afeição

petrificada, os tempos

de campinas verdes

e amigas libertas de

ciladas das adagas

atiradas contra

verdades e

amizades

 

Mara Romaro

12/03/2009 01:57

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