Percevejo

Percevejo

Não tenho tempo

pro meu bocejo

enquanto tempo

que não te vejo

Percevejo

Há quanto tempo

que não me vejo

no mesmo ensejo

que não anseio

não tenho beijo

no mesmo tempo

em que bocejo o teu desejo

Não tenho tempo

prá ver teu desenho

daquele engenho

de trigo brilhando

contra o vento

Há quanto desejo

na tua boca sem bocejo

Eu não percebo

Quanto é cego

o meu ego

Não desenho mais

nem ensejos

nem desejos

No meu pensamento

só restou

o Percevejo.

Mara Romaro

Verso da Folha

19/05/2008

No meu banho, lavando o cansaço e a desgraçada falta de caminho; ouço o cricrilar, o crepitar da chama perdida na brasa que se apaga.

Da anestesia do dia a dia. Do beco sem saída, que me esqueci de versar.

Saí correndo do banho a procurar este caderno, com parte dos versos a se repetirem para não se perderem.

Depois de tanto tempo calada, angustiada, com tantos problemas volto aqui para “perseverar”.

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