Dunas de Fogo

Dunas de Fogo

 

Banhava-se em jade líquida

remansa

Luz alva esmeralda

Que lhe ofertava pérolas espumantes

Cama de fina areia

de mãos elegantes

Era feroz errante

Caravana seu corpo de dunas

Desenhado de sombras morenas

Percorria jazidas de sol

Devorava sua luz para alimentar

escorpiões dourados

Seu andar guardava o ataque do leão

O atracar do acasalamento

Engalfinhar de lobos famintos

Seu farejar tácito

Rastejar de naja

A sedução do bico da águia

O tremular de sua pele de areia

era flamejar da chama

O calor irradiado derretia sua loucura

Olhar que derramava em ânforas

Seu sumidouro clamava

o devorar de um ser inteiro

Em um oásis de prata

banhado de poeira de lua

Saciava sua nua

Aflorava garras afiadas

mutuamente enterradas

presa em mandíbula

rolando pelos mapas de mistérios

dos desertos

 

Paixão tórrida

Selvagem

Sedenta de ares

Sedenta de mares

Faminta de amores

Mordida de jaguares

 

Mara Romaro

03/05/2017 20:30H

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