Realejo de Insônia

 

Era para eu subir os degraus

Ler um pouco de Sagarana

Talvez um copo de água

Ruído da fria chuva

Um bala

descascada

Um chinelo de pano

Restos de sonhos

de banho

Chá morno

adocicado de cana

Podia ser amor na cama

Apenas estico os braços

sinto seu morno sono

me perdi nesse estágio de sono

Penso no mar

Busco calma

Apenas a friagem de alma

Quanta coisa indigna

Sem solução de vida

Palavras desobedecem as horas

Encantam – me afloram

Visto um robe, meus óculos

Sentimentos de revoada de mariposas

A dizer

nada que mude a noite

e a falta

Desenho de contornos

Delinear de ilusões

Fantasias de reis momos

Lantejoulas coloridas de morango

Lacrimejando de um gole de água com gás

Retorço o ombro de friagem

Penso nas aves molhadas em seus ninhos

Minhas aflições apago na bituca

Tento esquecer o refrão da música

Vinícius e Milton

Lembro de uma a esquecer d’outra

Sem mérito

Sem fim

Gata que mia

me pede

se fia

Um chá me cairia bem

Quanto que evito dizer a palavra

que ecoa na azia

Sou subjulgada a ela

No entanto, é luz que acaba

uma vela se acende

 

Mara Romaro

19/05/2017 Madrugada

Coisas que eu sinto

como se viessem de bem distante

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