Mãe Natureza

Mãe Natureza

 

Pensei ter me perdido no céu

Buscando conchas do seu silêncio de mar

E nesse amar mãe natureza

Orvalhos e nuvens brancas

semearam tons desse tempo

Montanhas, chão vivo

Você se vestiu de cores vivas

a natureza estava viva

no tecer de teias

no zumbido de zangões

O ar se vestiu de suas roupas verdes

Delas quis recordar um cheiro

Das flores se fizeram cores

vermelhas e amarelas

De girassóis e aquarelas

Cravos vermelhos

Flor de ameixeira

E a natureza estava viva

nesse sangue de mel

Os relinchos, latidos e miados

Seus suores, suas lágrimas

Os campos de mato

veludo de carmim pálido

Despetaladas rosas

Pétalas brancas transparentes

As cores vistas de olhos jabuticabas

Cavalgar vazio

Andarilhos na montanha

O acariciar das folhas de outono

Mãe Natureza viva

Linda em luz e cores

Feita de solo e amores

Permanente em pedra cindida

apontando ao céu

um lugar ermo de cor refletida

Olhar pairado no horizonte

Recorta sol poente em pedaços

para comermos como se fosse

pão sovado assado em fogão de lenha

Cheiro da terra

da chuva batida primeiramente no chão

Mães que se juntam

Mãe Terra Mãe Natureza

Cores vivas

me engolem em seus ventres

Eu me aqueço desses entes

Cores vivas que me tatuam

Um nome indecifrável desse amor que sinto

Tão vasto e tão perdido

 

Mara Romaro

04/06/2017 10:45 Domingo – Mezanino em casa

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2 comentários

  1. Pingback: Mãe Natureza — mararomaro – LA REPÚBLICA DE LOS LIBROS

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