Língua dos Golfinhos

|03/07/2017 21h. Quarto.

Meus pés andam sem sentir
Como se o caminho fosse
tapete de céu
Lavam-se em suspensão
Desenham raios
e trovão de chão
Vejo em todo lugar
em cada palavra que
se pronuncia a mim
Enquanto beijo
São ressacas de champagne
Águas que circundam
os seios de rochas de Fernando de Noronha
Dançam Golfinhos pelas salivas da sede
Nas salinas acesas
Ondas que quebram
Som se esconde no arrebol
Som se silencia nas ondas
que nadas
E por mais distante
Por mais bocas que beije
Estarei em todas as vezes
nas línguas dos Golfinhos

Mara Romaro