Myriam

Myriam

A vida se disse, com voz bem fraca, cobriu meu ombro das cores que pedi, meus olhos tentavam aprender almas gentis, nos seus desenhos de giz de toda herança que escondeu na boca de meu espírito livre. Silenciou para me aquecer num sol que eu jamais vira. Fortaleceu a crença e profeticamente me avisou da vida, nesse encanto sensível me deu mão para atravessar a rua. Sorriso largo aberto me escreveu generosidade para que eu pudesse comer dela no meio da manhã. E não no sol, nem vento, nem na falta, sua força me sobreviveu, e eu nem sei ainda a honra. Sigo com tão poucas letras, restrita na montanha galgando entre plantas e batimento forte com braços de abraçar vento e estilhaço, e olho acima, procurando, entre minhas buscas, vestida dos pequenos panos que tirou de si a me dar, em vida, em apenas significados que tomo nas mãos e me calço deles para continuar andando.

Mara Romaro 6/07/2017 11H – no seu dia, aos 88 anos do nascimento de mamãe.

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