Aviso aos navegantes

Aviso aos navegantes

Nuvem negra me mandou um aviso, que vejo com esta luneta.
No entanto, sobre a mesa, disponho os rolos das rotas traçadas, em desejos circum-navegantes.
Adentrei por esta porta, da vigia meus olhos fogem, vão ao infinito no balanço das horas.
Se na minha travessia, quebra-mar por ora ensandecido, o dia me acorda lúcido, pela balestilha eu escalono tempo.
Percebo agora, as correntes se lançam e não definem.
No ano passado, os dias foram difíceis, como se provisões não tivesse, a mão firme desaparecesse. Angústia era eriçada em “Palo Mayor”, com a gávea embarrigada do Read More

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Alvorada de congos

Criança adormecida
vestida de pijama encurtado
era abotoado de joaninhas
Amanhecia

Zumbidos de abelhas no enxame
_                          ao telhado da quina
Primeira luz que listrava o teto
_                          de ripas enviesadas
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Mãe em Orvalho

21/08/17 20:17H
(Dedicado à outra mãe – derivado do poema Mãe, escrito em amarelo, caderno azul em 17/06/2017)

De uma cachoeira alva
descia uma cortina de gelo
Em murmúrios de água beijando o inverno
Era o melhor de ti, eu vi
Senti nos sopros de orvalho
a me retirar ciscos de carvalho
Na serenidade branca a me aplacar dor
Havia brotos que nasciam
em uma mágica incompreensível
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Caixa de Madeira e Veludo

Caixa de Madeira e Veludo para Guardar Amor

Em tempo presente, um dia, após o tempo de contemplação no alto, no patamar que lhe dava abertura a respirar.  O transpirar das palavras vertentes, o semear das cores da aurora, se depuseram em forma de cor.

Ela escreveu, sua visão àquele dia, àquela hora, branco sobre vermelho. Dizendo isso lhe parecia incrustar rubis na sua mão. Ou que a boca pudesse voar a cantar feito pássaros alados sem tempo, sem extinguir.

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