Roda d’água sempre

Roda d’água sempre

27 de setembro de 2017. 11:12 H.

Não. Não me venhas agora. Não antes. Nem depois. Preciso um durante, um ar refrigerado da manhã, com o mergulhão se lançando verticalmente ao lago, voa em seguida e eu não consigo saber se ele pegou o peixe.
Eu, quando fraquejo, tento coisas, para não me render, deixar cair de costas, olhos cerrados à beira do precipício de queda d’água.
Por isso, lido com meu físico e preciso sorver a fumaça invisível que espalha o lago na saliva de um doce morango.
Não. Não me venhas, porque há enormes lacunas, e todos os buracos só estão cobertos de capim, ah! É uma armadilha quebra-perna neste pasto desolado.
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