Minha linguagem

|18 de maio 2018 12:11 até 12:55 Música: Sundreams – Jens Buchert

Sai da língua, mas vem de um som surdo rítmico, de fumaças do espírito, das cores que permeiam meu dia. Eu gosto do sentido obscuro, de ocultar coisas, esconder parte do mapa do tesouro, de omitir pronomes para que confundam-se a primeira e terceira pessoa, detesto artigos, porque só tem masculino ou feminino, falta algo então generalizo, e perverto gramáticas, para expandir os complementos verbais.

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Ida à adega

Vinha de um momento nostálgico, sabor honesto e franco e de um amor intenso. Vinha da cor, vermelha e verde desde seu semear. Vinha da alegria presente , e das memórias. Vinham dos ares da vinícola da minha terra onde brindo, experimento e me inspirava poesias, agora caladas, até mesmo nas canetas tinteiro com a cor rubi. E nesse momento que retorno a pensar um desenho da casa amiga e espírito hospitaleiro, vinha de meu esposo a sugestão de irmos na adega que me inspirou A adega dos vinhos nesse momento em que as páginas que eu quero em cor sanguine ainda se esboçam em preto. Não poderia afogar todas as minhas incongruências, aflições e esperanças. Mas eu poderia brindar a esta garrafa simplesmente honesta. Poderia não?

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