Aviso de papel

17 Mar 2018.

Queridos leitores e seguidores, queridos colegas de escrita e poesia, estou aqui, em um momento espectral na minha vida, e ao mesmo tempo atribulado, em situações que eu mesma estou vivendo e sentindo, e preciso me recolher um tempo, para poder concentrar a arte em projetos inacabados, novos projetos, novos conceitos de arte, e por isso, não consigo estar nem mesmo presente o suficiente, nem com a atenção em retribuição às vossas.

Fora isso, sabeis que foram últimos quatro meses, donos de minha vida, que atrasaram minhas ilustrações aos livros, que por ter ficado com menos controle motor, tudo se desenvolve em câmara lenta, além do que especificamente os desenhos dos vitrais exigem muitas horas de trabalhos em muitas fases.

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Carta Nascente

Carta Nascente

Dia 13 de Fevereiro de 2018. 14:45H.

Minhas pontas de dedos roçaram o teclado por um tempo procurando um rumo, desde um tempo, uma nascente emergida, não esperava ter que pensar em conter essa água, que nada tinha de ferruginosa, embora eu tentasse encontrar vestígios lodosos para poder enterrá-la.
Não, as coisas na vida tomam seu rumo, por vezes respondem à nossa vontade, ou de
alguém, e por vezes, correm sozinhas, na manhã recém-nascida, nota-se o vestígio das cores da noite, nota-se a vontade do dia, que nasce, intensas cores quando as janelas do Read More

Mensagem na garrafa

Mensagem na garrafa

11 de janeiro de 2018. 20:55 H.

Fiquei observando o esgotar do incenso, gosto de pensar na presença que ele me concede em amplo frescor, um prolongamento da tarde, gosto de sentir que após os anos idos, ele nutre uma espécie de sabedoria da sutileza, ou a delicadeza para adentrar meu fundo de olho com aroma brando.

Observo, minha própria recordação, da tarde anciã, vestida de casaco de pele de urso polar, com os rostos voltados para mim em perfeito véu, como uma noiva nunca acontecida, que de tempos em tempos, adentra um cômodo e prova seu vestido jamais visto por olhos algum.

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Café amigo

20 de Março de 2017. 14:34.

Convido a entrar. Pode sentar. Diga como está. Pode deixar a bolsa em qualquer lugar, não repare nossa casa. Aqui moramos sem grandes alazões, sem porteiras, sem sombras de álamos, sem pássaros em gaiolas.

Ainda sobram poucas flores neste jardim envelhecido, tantos anos com minha sombra de esperança vencida pelas estações. Andei atordoada de tanta coisa, andei enjoada de virar
de um lado para o outro na noite, nesses dias que vem se somando, após convites amigos.

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