Verso Usaaushkaau Fantasmagoria Insano Paashikwaatin

Insano Paashikwaatin[1]

|13 Julho 2020 19h | ND6 | Tempo preparo, revisões 4h | Inversão de felicidades

 

Recomposição. Ela gastou além de um quarto de hora. O motor desligado em apago que sorrateiro recostou a cabeça numa leve rampa. Pukkeenegak resolveu alentar Ataksuk e pensar o que dizer. A janela cortinada acesa e a luminária externa encantavam os olhos Read More

Senhor Aracena – Cártula Cântico da Ravina

Senhor Aracena – Cártula Cântico da Ravina

|04 Maio 2020 | Honra a Antonio Pavòn Leal | Sentimento de respeito

|Illustratio – 20200504 L023 Sr Aracena MA4 FA de Mara Romaro

 

Línguas cortantes engalfinham se

Frescor trincado do fugir das folhas

Árvores anoiteciam pelas frinchas

Read More

Grãos da terra

Grãos da terra

|13 Janeiro 2020. Lg Major 20 Janeiro 13H II| De bicicleta em dia nublado pós dias de chuva. 25 graus. Brisa. | My silent mistery.|II – Revisão e Inserções sobre cerâmica.

 

Outro chão, outrora abraçado pelo silenciar das cigarras

Constelação Mato rasteiro Sementeiras

refestelar dos passarinhos brancos mascarados[1]

Constelação Dentes-de-leão Mar de espigas

Florescências espigadas Folhas respingadas

Árvores decepadas

Clareiras – feridas da Terra

Pássaros fugitivos Chaminés acesas

Cocar ferido Sangue absorvido

Deserto à espreita da morte

Dossel seco da Antiga vida

Água natimorta na cegueira do tamanduá

Faquir do tapete de brasas Incandescentes chagas

_                                                                             Argila patuá

Sangria da madeira Morte Morte Morte Norte

Onde quer que o homem pisa

a ferrugem corrói

Fumaças da ignorância Responsabilidade atmosférica

_                                                                               Molda cerâmica

 

O fruto da terra – Ressequidão

A paçoca de serragem – Desertificação

_      Conchas e espículas piladas amálgama – champlevé ornamentação

 

Areias de ossos

Cinzas mortas

Cura morta

Chuva torta

Curumim

Mel de camoatim

Ouro verde O fim

_                              Tornear de talhas e igaçabas à cura da fornalha

Febre de formigueiros

Câncer da exploração

Pastos inúteis da hileia

Chuva negra

Congelar dos pássaros

Fauna no labirinto

de céu de carbonização

Tamanduá vagueando

Sangue dos guardiães da Terra

Inescrupuloso vender da existência

_                                   Negras Expressões Vermelhas Antropomorfas

 

Carbonos comerão as chuvas

cuspirão chamas

vingando a extinção –  Ozônio

 

_                                         Figuras humanas recobertas de verniz

 

Terra a cama do verde

arrastada nas barragens de detritos

Subterrânea Filtro d’água

Berço aquífero de todos

Nascente Vertente Lacustre

Mananciais de irrigação

Sem terra de mata Sem água

Terremoto – Destruição

Greta Gruta

Lençóis secos Mangues resinados estéreis

Rochas Brilhos metais Valor perdido

Nife Lava Látex

Vulcão paixão apagado de ouro verde

Vegetação

Movimentos tectônicos de si mesmo

Sedimentação

Deslize Assoreamento Pobre palustre

Sol ardente e Fruto seco

Deslize Replantio Diamante-água

Cogumelos veneno tóxico

nas encostas de cultivo de café

_                                                Cerâmica Marajoara

Vou reaparecer nos cipós

emaranhados cabelos cadentes

cultivos isentos do timbó

Árvore platina

sublime sabedoria do abrigo da vida

Córtex Orelhas-de-pau Líquens

Datação das eras Vidas nascidas

Igapós

 

Ruge Mico-leão na copa da árvore

Folhas guardam chuva

Semente partida

no galgar do sagui

liberdade diversa

viver harmônico

Vidamor

Caiapós

 

Germinação

Frescor dos pingos da chuva

Reprodução

Verde Fruto da terra

Clorofila nos protege

Extinção

 

©Mara Romaro

 

[1] Pássaro Lavadeira-mascarada – Fluvicola nengeta, pássaro branco com ásas negras e máscara de sobra dos olhos, comum nessa região.

O gosto do vento

[ Poema Novam Scripturam – Mara Romaro  – Imaterialidade – arte simultânea – previamente agendado]

 

[Notar que as palavras provocam sons ressaltados em S e R a imitar o sopro do vento marítimo.]

2019_Litterae_Mara_Gosto do vento

Todos os direitos são reservados
Obrigada por ler!

 

Rosto de Fogo áureo

[ Poema Novam Scripturam de Mara Romaro – com imagem poética, métrica, versificação em Proporção áurea – agendado previamente- Obrigada por ler]

 

2019_Litterae_Mara_Rosto de Fogo áureo

 

Epigrama: “Certamente, a morte saboreia-nos a vida | Na enormidade do incêndio – de amor em vão | A vida devora a morte – na transcendência vaga” – Mara Romaro.

Os termos usados foram sorbillo –as –are – bebericar, sorver. magnitudo, magnitudinis – grandiosidade, enormidade, magnitude. ignis – fogo. uane – em vão, debalde. uagus –a –um – que vai ao acaso. transcendentia –m – transcendência. deuoro –as –are –aui –atum – devorar, comer. equidem – certamente (Dicionário de Latim e Latinitas). Grafia do V como U.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Verso da página – Rosto de Fogo áureo [v1]

[07 Nov 2018]

Procurei registrar através de áudios (Maps Sapiunt e comentários de bastidor) informações que referenciam os simbolismos e explicam a sua concepção, arquitetura (estrutura, som, prosódia, métrica) e significados de sentido geral, imagens poéticas e simbologia; que dentre tudo há a presença da Proporção Áurea, à priori elencada como técnica fotográfica a ser utilizada nos textos desta obra Conspectus, juntamente aos conceitos óticos e visão humana.

Este texto, foi elaborado com método Novam Scripturam – Mara Romaro, utilizando-se de processos:  Nihil, Sondagem, Chuva de ideias, pesquisa fundamentada, Osseus, Amadurecimento, momento inspirador, linguagem poética, refinamento.

Sua construção seguiu as diretivas organizacionais, e foi documentada em anotações de caderneta e caderno, uso de Maps Sapiunt e Bastidor (em áudio), fez uso de estímulos táteis, auditivos e visuais (Aquarela Rosto de Fogo áureo de Mara e dança) e em três camadas chegou-se ao escrito final.

Na elaboração final já era prevista a substituição de algumas palavras ou sua omissão a observar a musicalidade e o formato matemático da versificação, bem como o posicionamento de sílabas tônicas.

 

Conceitos da Proporção Áurea no texto

Antes de iniciar a composição, foi feito um estudo de sondagem, dos elementos de conhecimento e a pesquisa fundamentada ocorreu antes da chuva de palavras, que seria a aplicação do conceito de chuva de ideias. Neste caso ocorreu que durante a pesquisa inicial, ela já se engatilhou no aprofundamento que se deu com a leitura dos livros de manuscritos, artigos na internet e imersão. A imersão foi a apreciação de obras que se utilizaram da Proporção áurea, na arquitetura, cinema, música clássica.

 

Métrica e Prosódia | Agrupamento de versos | Sonorização melódica | Imagens Poéticas

Parti da primeira proporção que seria 8,09:5 ou seja 8:5, bloco que tivesse em 13:8 e 21:13, a se utilizar na métrica alternando em verso, tendo sempre alguma dissonância proposital.

Os versos foram agrupados em sequência Fibonacci, I, II, III – na proporção 8:5, V, VIII em 13:8 e XIII em 21:13, XXI retorna para 13:8 e XXXIV foi descartado, pois o texto preliminar e todas as imagens poéticas foram inseridas até o bloco XXI.

A prosódia seguiria uma musicalidade e entonação para a qual se aplicou a proporção fixando a tônica na primeira sílaba dos versos e na penúltima, excetuam-se algumas variações na parte inicial, originada da Mulher de Fogo.

Foram usadas proporções com base no coeficiente de Phideas, atrelando-se a sequência Fibonacci que sua razão se aproxima do coeficiente à medida que progride em grandeza numérica.

São mencionados em imagens poéticas – o triângulo áureo, numa sequência de versos que visa demonstrar uma queda d’água cujo eu lírico está em abraço, com o gesto da mão se projetando à água que cai, perfazendo uma curva parabólica em concêntrico espiral a trazer para próxima das costas.  Elementos geométricos foram mencionados, ângulo, reta que divide o triângulo, figuras como o hexágono, pentagrama, figura espelhada de rostos perfilados que formam figura geométrica em suas proporções auferidas de mandíbula em proporção ao alto do crânio (proporções identificadas no corpo humano), conforme encontrado em algum dos manuscritos, ou nas imagens dos artigos lidos. Elementos em proporção encontrados na natureza foram mencionados hexágonos nas asas da libélula, broto de samambaia que está em espiral áurea em similaridade com o desenho do retângulo áureo. As plumas do pavão.

Compasso de quatro (frase musical de 5ª sinfonia) simbolizado em verso de quatro palavras dissílabas.

 

 

 

As Camadas

Versículo inicial Mulher de Fogo, anotado em 29 de Setembro de 2018, juntamente com algumas anotações do esqueleto conceituado em métrica e seguindo uma consonância no aspecto da tonicidade das sílabas inicial e penúltima, com algumas alternâncias neste bloco. Houve exceção de não observância da palavra paroxítona final nesse bloco.

Rosto de Fogo Áureo (Chuva de palavras e Epigrama) – anotado na caderneta Papel Fotográfico, onde foi aderida flor branca Bougainvillea, escrito em 6 Outubro de 2018

Texto Final contendo Mulher de Fogo, Rosto de Fogo Áureo e Epigramma.

 

Símbolos e imagens poéticas

Ideia básica era um encontro de abraços imaterial com o envolver de um vento.

Encontro que se revestiria de pétalas brancas simbolizando paz e carinho. Descrição do rosto traz elementos do vermelho (imagem do desenho que caracteriza a luz como chama) e presença da luz do sol, iluminação quente que externa a alma da pessoa. Baseado em imagem de praia, os elementos do texto logo no início trazem a iluminação e a delicadeza, trazendo movimento e aproximação com o Sol, simbolizando também a liberdade.

Ouro pólen – são as regiões do rosto com mais incidência de luz solar e contrastes.

Ângulo aberto representa olhar soslaio, que se arremete para fora da cena numa busca ou desejo, representando o amor impossível.

Cachoeira em tons azuis, lembrando águas marinhas, menção a uma pedra pingente e contrastando o calor com a paisagem fresca azul da praia.

O derramar simétrico alude as proporções, as simetrias, o espelho de rosto que significa os rostos nesse encontro. Os conceitos geométricos de Euclides, alguns de Pitágoras.

Nuvens congeladas – A imagem poética na formação dos granizos nas partes esféricas redondas como aglutinação de água circunscrita em planificado desenho de círculos que se mesclam.

Granizos dentes – a forma (geometria) e cor relacionada às nuvens.

Fogo de chão correndo a pele embriagada tem a ver com tons avermelhados da pele.

Celha – Cabelo da incandescência representam os fios de cabelo ao vento com brilho de luz de sol.

Ângulos piramidais – incidência dos raios do sol.

Curvas circunscritas são relacionadas à geometria implícita nos elementos observados, do rosto e corpo.

Água escolhida com as palmas da mão – simboliza o gesto, em duplo sentido, o início do movimento de ir tocar a água de queda da cachoeira estando em abraço, alternadamente com uma mão e outra.

Em espirais áureas em espalda imersa – significa trazer a água na cuia da mão para banhar as costas do ser abraçado na cachoeira mencionada, no movimento de uma curva que abre para cima e se fecha embaixo, visualização de movimento na dança.

Pentagramas e espadas de luz, referem-se aos brilhos geométricos emitidos em reflexos do cabelo acobreado.

Cortina de água e o toque compõem o abraço no contraste da temperatura quente-frio, areia-mar.

O Ângulo da face, são os rostos perfilados do olhar fugidio, aquele soslaio, agora voltado para a outra face – esse encontro, centrados em uma reta ceviana que corta esse triângulo formado do ângulo de retas para a mandíbula e alto do crânio, formando na junção dos rostos uma figura de dois triângulos unidos cuja linha do nariz é essa reta transversal.

Plumas de samambaias – toque imaterial.

Areias cadentes são como as areias da ampulheta, relativa ao tempo que ao mesmo tempo são areias coloridas em desenhos esculpidos dentro de garrafas muito comum no nordeste.

A dispersão na água desses desenhos, que são sonhos que ali se dissolvem, mas acontecem nesse átimo de encontro.

Os pés nesse escoadouro, constroem a imagem dos pés que afundam quando a onda se retira, como se fosse um sumidouro, uma areia movediça.

A beleza caracterizada como ser feminino, como esse encontro simbolizado em beijo.

Maçã, simboliza neste poema a própria poesia, alma desta pessoa que vai ao encontro de; ao mesmo passo que significa a forma das bochechas do rosto admirado.

Mãos perdidas são o toque de carinho no cabelo.

Os látegos representam o chicotear dos cabelos pelo vento e ao mesmo tempo o sofrer.

A sombra caracterizada pela brisa, é o frescor do beijo.

Amor romã é o sumo com a propriedade de cura.

Lábios-bailarinas é a imagem de transformação dos lábios em borboletas e dança, o ângulo é o movimento das pernas em coreografias de balé.

O compasso representa o ritmo da dança, também em medidas áureas.

Ânsia e ternas – duplo sentido, na caracterização das ondas do mar, a dimensão infinita dessa ânsia de amor.

Rebentação jade – cor do mar na água espraiada, com a visão do oceano.

Cerâmica – é a alma guardada no corpo, refere-se ao corpo da pessoa.

 

 

Referências bibliográficas/artísticas relativas à proporção áurea:

Divina proportione. Opera … con varie questione de secretissima scientia | Luca Paccioli – Paganius – 22 de Dezembro de 1508

Elementos de Euclides: dos seis primeiros livros, do undecimo, e duodecimo da versão latina de Federico Commandino – 1 de janeiro de 1768 | na Officina de Miguel Manescal da Costa Impressor do Santo Oficio

Número de Ouro – Matila Ghyka

Filme- O encouraçado Potemkim – proporção áurea em marca de inícios de cena.

Sinfonia nro. 5 – Ludwig Van Beethoven (1770-1827) – audição antes e durante a composição do texto final.

 

Áudios: 20181006 Maps sapiunt Rosto de fogo áureo |20181019 Bastidor Rosto de fogo áureo |20181019 Rosto de Fogo áureo|

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Espelho de Fogo

 

Espelho de Fogo

(11 Junho 2018 16:15H | The Politics of Dancing – Re-Flex Desenho de Mara em Lápis sanguine Conté Sépia, Bruynzeel e Albrecht Dürer, Hardtmuth Koh-i-noor – Flor da Pedra Grande Amarílis Vermelha)


O desequilíbrio do acelerar
a velocidade das luzes da superexposição
cortes de adaga de sangue âmbar
chocolate em pó espalhado
Rastros de movimentos enlouquecidos
Penumbra de clímax
Imagens tatuando beijos de prata
Salivas chovidas da lua
Toque de ardor de
músculos contraídos de dança
em luzes piscando de vaga-lumes
Nós atados em uniforme marinheiro
Soltos por sobre os ombros
A imagem duplicada
em profundidade de multiplicar
Língua dentro da boca
da boca da boca
disparada do obturador instantâneo
com seu interruptor entre dedos
e o voo de borboletas soltas
do guarda-chuva refletor
O rodopio derramando cobertas
Chão de espelho une as bocas adormecidas
Beijos abocanhados
em números jogados de dados
Os corpos girando luzes orbitais
Os cacos fraturados das vidraças
em celofanes desembrulhados das trufas
derretidas
Na chama dourada unida em reflexo duplo
Dando formas às asas de sobrevoo Read More