Viagem ao centro da terra

|16 de maio de 2018 1:20H|Mezanino| intervalo da revisão do Vipassana| caderno verde de estudos

Como
lábios como os lábios
quentes de erupção
lançam chama
chama roucamente a chama
ardente como água fervente
coragem da cúspide
nos vapores evaporados lançados na viagem
Como
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Carta do Amanhecer

Misteriosamente a hora lhe acordara, como um suave tocar em seu rosto adormecido, mesmo que o ontem mais distante pudesse lhe conter a vida, como quase uma pausa, o dia seguinte já nascia bonito porque se apaixonara de seus sonhos; tentava revolver as novas nuvens para que as luzes tocassem seus olhos mais uma vez invadindo seus sentidos de um arrepio de amor que se exalava em aroma de flores filhos de corujas crianças em um ninho feito de girassol como cama.

Amanhecia-lhe uma canção quase silenciosa de nuvens despertadas com raios de luzes, uma revoada, um vento de mudança de estação, a luz de seus olhos vestia seu sorriso mais esperançoso de um acordar.

Encantava-lhe a perspectiva de sua sombra projetada do amanhecer, de uma silhueta que decidia viver o melhor, guardava para si as últimas gotas daquele orvalho, para depositá-lo no centro de uma margarida, excepcionalmente amarela que a chamasse à alegria do abraçar em sonho as crianças, como se os sonhos todos pudessem se reunir nesta primeira hora para festejar a dança da copa das árvores, cipós e a névoa acordando para cobrir sua filha montanha.

Mara Romaro

31/01/2016 18:04

CartadoAmanhecer