VI – O Atelier de Escultura

(20/10/2017 9:15 a 10:15)

 

Remexendo em minhas coisas, encontrei um instrumento de aço, meio empenado, um tanto riscado. Segurei e revivi. As lembranças de quando comprei um conjunto de cinzéis Read More

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Anotações mentais – 13 Abril 2018

Anotações mentais – 13 Abril 2018

(Pq das águas em 13 Abril 2018 pintando desenho do violino)

Enquanto esta semana, envolta em momentos longos no meu habitáculo, as leituras desfocadas, mão estava sem a fineza que eu desejava, em 9 de abril, eu estive neste mesmo lago, árvores ancestrais que me deram sombra nas minhas andanças de criança, agora local calmo, onde o cair da sombra, pequenos sininhos e revigorar de outono, escadas de folhas secas, eu pé ante pé, os movimentos contidos em dor esquecida em mim, que se amplifica o quanto estendo a vista.

A noite me truncou a respiração e copos de água, momentos ligeiros vagando os cômodos apagados, a gata virada de barriga dormindo profundidades e um tic-tac inexistente.

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Diário do Universo Paralelo – Progressão – Efeito libélula [9]

Diário do Universo Paralelo – Progressão – Efeito libélula [9]

Atibaia, 15 de Março de 2018. Firma. 12:39H.

Aquela tempestade que estava suspensa por uma espécie de manto invisível, envergando o peso do acúmulo, comprimindo todo ar que respirava, os ombros caídos de uma dor secundária, a tempestade agendada, que por certo, em meu pensamento refinava uma conclusão milimetrada, e seu desenho geométrico se estendia pelos campos de chamas apagadas, pelo vale sedimentado, pela montanha reflorescida, e pela época maturada.

Se os conteúdos dessa tinta tivessem sido vistos, por um breve e brevíssimo momento, ainda que um flash imperceptível, teria trazido consequências inimagináveis naquela época, parece incoerente que somente agora, eu me sinta estar sobre a montanha, ter trezentos e sessenta graus de amplitude, mas a visão não é mais perfeita, há uma certa penumbra no campo aberto, no seu infinito, na sua conexão, há poeiras de uma areia invisível, miragens também que não se pode afirmar.

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Quando eu voltar a pintar a óleo

Não me surpreendi, que quando escrevi um livro, usasse das tintas para contar de mim, da vida, não só tinta, mas cores, cores que me fizessem enxergar, cores que me fizessem voar, para fora de mim, para fora do limiar, que eu pudesse romper a última barreira, fosse qual fosse, que envolvesse alguém ou chocasse, ou apenas dissesse, não importava, porque a poesia me reergue, a cada imagem poética, não apenas por palavra, mas concretiza um ato e uma imagem.

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Divagações do Ponto de Fuga

Divagações do Ponto de Fuga

Por cima da copa da árvore, aquele fundo (não ouso dizer), mas não era para mim. Minhas inúmeras tentativas de tentar distensionar naquele momento fracassavam sucessivamente, meu agora era água quente que esfriou.
O súbito como um assobio, como um lampejar de sexto-sentido, todas as previsões faziam sentido, eu fumei ar naqueles minutos, pensando nos dias de fim de vida de meus pais, e exatamente que eu não gostaria passar os meus longe de minha casa, meu cantinho, a porta da frente de casa, que tão cuidadosamente cuidei para que ela fosse meu pedaço de mundo, minha porta de paraíso.

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Adega dos vinhos

Adega dos Vinhos (revisado)

 

Havia algo que eu queria contar. Sempre havia. Isso me fazia lembrar uma vinícola. Ela era um grande pátio com uma porta lateral rodeada de terra pedriscada.

A regra era entrar e experimentar todos os vinhos. Logo na entrada havia enormes tonéis de madeira onde o vinho amadurecia o tempo sendo lentamente impregnado das vísceras da madeira.

Havia um cheiro da vida e da morte das uvas, plantadas em um campo aberto, cujos Read More