Resenha | Vipassana, de Mara Romaro

Caros amigos, minha querida amiga literária, resenhou o meu livro Vipassana com bastante propriedade. Gostei e me senti grata pela atenção e divulgação. Recomendo seu blog que traz assuntos literários. Abraços.
Mara Romaro

https://abookaholicgirl.wordpress.com/2019/03/08/resenha-vipassana-de-mara-romaro/

A Bookaholic Girl

Oies Bookaholics!

Em parceria com a autora Mara Romaro recebi o livro Vipassana: Desenhada a lápis sanguine e carvão e vou tentar expressar as minhas impressões sobre 😉

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Chiado Books – 2018 – 206 Páginas 

Nunca eu poderia esboçar o que aconteceu. Vislumbres que se derramaram feito tinta em minha visão e escorreram em meu íntimo, em nuances e grandes impactos na minha vida e alma.
O que você faria se recordasse fatos sensíveis que não viveu, com alguém com quem se deparou na vida?
Vipassana é uma história de fatos e ilusões, sob o ponto de vista dos desenhos, que simbolizam a arte na minha vida e na escrita, a contar da experiência de uma relação que foi permeada insights de uma vida não vivida, suas essências e tangências à vida da outra, trazendo questões psicoafetivas de elo e relação filha e mãe.

Quando recebi a proposta da…

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Diário dos dias nebulosos – Precipitações

| 01 Março 2019 12: 20 –  14H ininterruptamente, correções 14:30| Estímulos: observação chuva em momentos longos, chá, cotidiano, música e áudio 20190222 shabbat* | 22 graus célsius, chuvas intensas em dia chuvoso continuado de ontem, tempestades alternadas com chuva branda e pequenas interrupções. | Mezanino. E.D.N.C.| Músicas: My Silent Mystery – Tigerforest, Loud – Tim Hicks, Vulcano – Francesca Michielin,Tonbko – Nyusha, Nazreh Mili –kaya project ,The love dance- Mystic Diversions

 

 

Fez um silêncio do rugido das precipitações. Um hiato onde as plantas espreguiçaram. Pétalas derrubaram de si as gotas excessivas e as corredeiras minguaram deixando ainda um rastro de partes de plantas e resíduos vestidos de grânulos arenosos de terra ferida.

Ainda no crepúsculo da noite emudecida sem luar, um céu esquecido, a escuridão em uma espécie de espelhamento da voz apagada do ser que se diluiu e desapareceu, refletia luminosidade lúgubre do luzeiro sem ilusões, distraído em seu próprio aquário estava Read More

Diário dos dias nebulosos – Condensação noturna

| 26 de fevereiro de 2019 | 12:58|Músicas: Path 17, Dream 0, The end of all our exploring, On the nature of Daylight – Max Richter |Ida a Joinville, dia após a lua cheia

 

 

Deslizavam o chão, as árvores, as luzes, como rastros intocáveis permaneciam em um átimo, entre uma fala que se abafava longínqua, em pequenos ecos desapercebidos por detrás da cortina de tristeza. Minúsculas gotículas alteravam o vidro em sua transmissão.

A lua então se calara. Rosto que me sorriu decrescia os tempos, retroagindo os momentos recolhidos nos rastros de pneu que porventura meus olhos percebessem que se formassem.

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Diário dos dias nebulosos – Dissipação

|18 Fevereiro 2019 23H  23:50| Serendipity – Gary B | Ritual – Matt Lange remix – Delerium

 

Sentada diante do vidro leitoso, sem reflexos ou resquícios de meu semblante, da ruga e meu propósito atenuado.

Horas brandas inexatas, em tilintar ou gotejar persistente da réstia da chuva pendente, um frio que em abafar precede o girar dos meridianos.

Estonteante dor me circula enquanto me giro procurando a visão clara sonâmbula inversa. Eu ainda estava antes da neblina densa em fog, um grito estridente emitido das Read More

O gosto do vento

[ Poema Novam Scripturam – Mara Romaro  – Imaterialidade – arte simultânea – previamente agendado]

 

[Notar que as palavras provocam sons ressaltados em S e R a imitar o sopro do vento marítimo.]

2019_Litterae_Mara_Gosto do vento

Todos os direitos são reservados
Obrigada por ler!

 

Beijo dilacerado

| 12 Fevereiro 2019 12:55 | If I Say – Mumford & Sons, Natural cause – Emancipator | Estímulo: Dança e imagem da pintura Beijo – óleo 31 dez 2018 Mara Romaro

Na hora escura do umbigo da noite
Senti
como se olhar queimasse
esgueirado no vale do peito dos degraus da escada
Verniz perene dos brilhos lustros de cada passo
O silêncio do olhar me arranhou
como suas sombras que dançaram em cantos
nos gemidos estalados das ânsias
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