Diário Officio Scribere – Braseiro esquecido na madrugada

 

| 06 Abril 2019 3:17 |e.d.n.c Embers Max Richter

 

Deslizar dos passos que acobertam raízes de encanto, ensombradas em fumaças azeviches, em uma janela com restos de luz âmbar. Os minutos deslizaram-se como brincadeiras escorregadias de infância, entre um abrir de olhos fustigado de dores, em um cansaço espraiado em visão alumínio, de espelho d’água de passos[1]. Uma valsa de violinos suave assoprava o ar parado em um feitiço da noite preparando em tacho a neblina menina amparada em meus braços, esse meu ser com olhos em pedraria de ilusões, nas lembranças empoeiradas sentada diante de uma mesa de madeira de lei, com uma tinteiro e folhas de fichário, com a presteza de encaixar os furos da folha em um par reluzente de presilha feito algemas de um conjunto solto de escritos[2].

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Diário da escrita em 26 de novembro de 2018

Volto ao meu habitáculo [1]dançando entre as fumaças emergentes das tintas, céu possível em quadro sobre minha cabeça, entre os dedos fumando um sabor.

Este tempo que agora celebro com os dias que precedem uma receita doce em transmutação[2], tal momento em um filme polarizado em raios ultravioletas.

Tempo que ontem em início, eu adornava um acamar dilacerante de dor, de dor, de ululante cabo de aço arrebentado, urrei meus horrores, minha vida arrancada, as mãos diluentes em adormecimento anestésico.

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